quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Fazia muito tempo....

Quanto tempo não escrevo no meu blog. Ontem depois de "anos luz" resolvi abri-lo e percebi quantas recordações boas ele trás. Depois de Volta Redonda, a minha parada é Rio Bonito e o local de trabalho é o COMPERJ em Itaboraí. Mas antes disso estive no PANAMÁ e confesso que me apaixonei pelo País. Quero voltar. Aos poucos vou retornando as rotinas do blog. SEM DÚVIDAS, ELE ME FAZ FELIZ.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sempre Clarice.....

"O caminho q eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções q vou ter q encarar. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero. Por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir e de te desejar tanto bem. Eu sou aquela pessoa q acredita no bem, q vive no bem e e anseia o bem. É assim que eu enxergo a vida e é assim q eu acredito q vale a pena viver."
Clarice Lispector

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ainda bem....

Ainda bem...

Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão

Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão
Tinha sido maltratado

Tudo se transformou
Agora você chegou
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Amor não-correspondido e agora?

E então me pediram para falar de amor não-correspondido. Pensei em textos lindos, mas o fato é que ultimamente eu não ando muito poética. Minha praticidade (nada pisciana, até me espanta...) tem invadido minhas reflexões ultimamente.

Amor não-correspondido? Se o seu caso é esse, antes de qualquer coisa, cabe perguntar: não correspondido por quê? A relação acabou? O outro perdeu o interesse? Foi um mal-entendido? Ainda vale a pena insistir?

Cada história é uma história com suas dores, suas delícias, suas peculiaridades. Mas a questão é que -- se a história chegou ao fim e não há mais nada que se possa fazer -- é preciso que você decida continuar e prosseguir.

Amor não se cobra de ninguém. Atenção, carinho, dedicação e afeto muito menos. Existe estratégia pra tudo. Pra despertar a atenção, o interesse, pra conseguir levar pra cama, pro altar, pro manicômio se for o caso, mas pra fazer amar? Existe estratégia pra fazer amar?

O amor é espontâneo. A gente dá o que há de melhor dentro da gente e confia que vai ser amado de volta. E ou nos amam, exatamente da forma que a gente é, com o nosso melhor, o nosso pior e os nossos melhoramentos diários, ou não nos amam. As estratégias não valem nada quando se trata de amor.

Me lembrei daquela amiga envolvida há tanto tempo com o marido "infeliz" de alguém que está sempre para "terminar o casamento". Ela vive pensando no que pode fazer e no que não pode fazer para "acelerar" esse processo. Se mudou de cidade, alterou radicalmente a agenda, mas continua infeliz... Já disse a ela algumas vezes:

A responsável pela sua vida e pela sua felicidade é você. Ou você se contenta com o que tem e vive em paz e feliz com isso, ou não se contenta e vive em paz e feliz sem isso. O que parece irracional (e é!) é não tomar atitude alguma, continuar fazendo as mesmas coisas e esperar que tudo magicamente se modifique!

O mesmo vale pra todo o resto na vida. Eu vivo falando de perder uns quilinhos, mas é puro charme, vou ter que confessar. Eu adoro ouvir "você está ótima assim, emagrecer pra quê?". É claro que eu gostaria de perder uns 3 ou 4 quilos, mas se eu estivesse realmente insatisfeita, pararia de me boicotar com sorvete de uva-passa e docinhos de abacaxi, que eu absolutamente adoro e dos quais não vou abrir mão nunca!

É o óbvio isso! Quando quis perder peso, perdi. Quando quis ganhar mais dinheiro, trabalhei mais, me estressei mais e ganhei. Quando quis ficar mais saudável, cuidei mais da minha saúde... por que cargas d'água a mesma metáfora não valeria para os relacionamentos?

A gente sofre? Claro. Mas passa. O importante é: NÃO CULTIVE RITUAIS DE SOFRIMENTO. Se acabou, aprenda a lidar com isso. E, a menos que sofrer te dê prazer (e acredite, algumas vezes pode dar), abra mão das práticas comuns que reforçam seu sentimento de perda.

Quer um exemplo? Quantas vezes vc já bisbilhotou os recados deixados para o/a ex no orkut? Quantas vezes não viu de novo aquela foto? E aquela música tão linda de vocês? Quantas vezes não ouviu e se lembrou dos bons momentos?

SE NÃO ACABOU, AJA! SE JÁ ACABOU, ESQUEÇA!

Mas cuidado com a curtição de solidão. Curtir solidão às vezes é o máximo! Eu acho lindo... Você se sente nobre e forte e serena e garbosa, sofre sentimentos densos e renasce como fênix... lindo isso, certo? Errado.

Se ultimamente você tem chorado se olhando no espelho e se preocupado com o seu melhor ângulo, você não está sofrendo tanto quanto imagina (ou gostaria!).

Levante essa cabeça! Acabou? Dê aquele livro que te lembra muito daquela viagem que vocês fizeram juntos. É um dos seus favoritos? Depois vc compra outro. E aquele CD que vcs ouviram durante o último jantar? ESQUEÇA! E também não assista repetidamente àquele filme, devolva (ou jogue fora!) aquela bendita camiseta, não peça para comer sozinho/a aquela pizza que vcs comiam juntos depois de passar madrugadas inteiras fazendo amor ou trepando loucamente.

O importante é: NÃO CULTIVE RITUAIS DE SOFRIMENTO!

Sofrer é tantas vezes tão bonito que já vi pessoas se apaixonarem loucamente apenas pela paixão. (Eu, nesse grupo.) Você não conhece o outro... conhece o sentimento que sente (ou inventa) pelo outro. Não ama a pessoa em si, mas ama amá-la simplesmente. E amar é tão bonito, não é?

Nosso maior problema é que o amor romântico é sempre tão mais bonito que o amor cotidiano e comum... esse mesmo que a gente constrói todo dia dividindo experiências, dificuldades, tristezas e alegrias... O amor romântico está no filme do homem-aranha, na novela das oito, no seu seriado favorito, até no filme de suspense. Mas sabe o que eu descobri?

Que eu não acredito em amor sem experiências compartilhadas. Eu não acredito em amor se muito desse amor não tiver os pés bem cravados no chão dos seus próprios defeitos e dos defeitos do outro. E pra isso a gente precisa conhecer.

Mas, sim, a gente vai chorar de vez em quando quando assistir àquela cena de cinema, vai se inebriar do romantismo mais profundo, e vai amar o amor, e a nossa vontade de amar será tamanha que criará fantasias irremediáveis... e vai ser bonito.

Mas a gente vai decidir o quê no fim das contas? Amar sozinha? Alimentar o sentimento existente muitas vezes só porque irrealizável?

Ah, existem outras coisas no amor que vão muito além da beleza. Mas pra isso é preciso de DOIS =))

Então eu vou decidir outra coisa. Vou decidir prosseguir... com meus calos, meus suspiros, minhas idiossincrasias, meu gênio forte e meu espírito repleto de vulnerabilidades... e, mais dia menos dia, vou me perceber vivendo do lado daquele moço, cheinho de defeitos, com um jeito irritante que me tira realmente do sério, dono de manias tão tolas quanto lindas... o moço, aquele mesmo, que desde muito esperei.

Mas e você? Já decidiu o que você vai fazer?

TEXTO COPIADO.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ser Transparente


Às vezes, nos perguntamos por que é tão difícil ser transparente.

Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero e não enganar os outros. No entanto, é muito mais do que isso.

É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos. É desnudar a alma, deixar cair as máscaras e baixar as armas.

É destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche e transborde.

Infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.

Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da profundeza do nosso ser.

Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos todas as respostas, que somos frágeis, que temos medo.

Por mais doloroso que seja construir uma máscara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e preferimos manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.

E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que não condizem com o nosso verdadeiro eu.

Não porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso.

Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que já não sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a doçura, a compaixão e a compreensão.

Muitas vezes sofremos e nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos sozinhos, num silêncio que nos remete à saudade de nós mesmos.

Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de nós e que não temos coragem de mostrar àqueles que nos querem bem e que nos amam.

Aprendemos que nos mostrar com transparência é sinal de fraqueza, é ser menos do que o outro. Na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse o nosso coração, poderíamos evitar muita dor.

Quando formos surpreendidos pelo sofrimento de qualquer natureza, partilhemos nossas dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas serão abrandadas, pois dividir as angústias, medos e aflições, as torna menores.

Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes também aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos é nossa também.

Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais será sinal de fraqueza.

Procuremos, pois, de forma equilibrada, não prender tanto o choro, não conter a demonstração da alegria, não esconder tanto o nosso medo e nossas aflições. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer tão invencíveis.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Já ouviu falar do Parquímetro?

Chega de ficar correndo atrás dos meninos vestidos de azul em busca daqueles cartões para estacionar nos locais onde é necessário cartão. Aqui em Volta Redonda a coisa é diferente. Bem moderno por sinal!!!!

Aqui existe o parquímetro, diferente de qualquer outro lugar, porque a pessoa é que controla o bichinho. Ele é um dispositivo usado para coletar dinheiro em troca do direito de estacionar um veículo em local controlado por tempo limitado.

Infelizmente ele não devolve troco, então o dinheiro tem que estar certinho, mas nada que não se resolva e confesso que para escrever este post testei a maquininha e até um nó cego consegue utilizar a maquininha mágica.

Descobri que existem 68 parquímetros em funcionamento e o ticket retirado em uma máquina poderá ser utilizado em qualquer local da cidade onde exista o rotativo.

Ahh.... ele funciona com moedas de 5 centavos a 1 real e a tarifa mínima é de R$0,25.






sexta-feira, 10 de junho de 2011

...

"Gastei todas as minhas mentiras na paixão. Gastei todas as minhas verdades no amor. O que sobrou sou eu."
(F. Carpinejar)

domingo, 15 de maio de 2011

Volta Redonda

Só passei para dizer que estou de mudança novamente....
Vou morar em Volta Redonda.
Em breve postarei detalhes...
CHEGA DE FRIO....

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Apenas sentimentos

Precisava dividir isso hoje...
Nossa vida é só essa aqui.
E ela é única.
Única e curta demais pra tantos grilos e medos....
É passar o tempo que pudermos com as pessoas que gostamos.
É mergulhar sem garantias e sem medos... mesmo que a gente não saiba ao certo o que acontece depois. Mesmo que erre. Mesmo que sangre.

Mudando de assunto totalmente

E porque essa noite tinha uma dezena de pessoas e eu não queria ninguém. E porque na outra noite tinha outra dezena de pessoas e eu também não queria ninguém.
E porque eu penso que te pus num pedestal tão alto que ninguém alcança?!?!?!?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amor condicional...

Acredito que qualquer pessoa com um animal de estimação é mais fraca do que eu. 

Porque quando pergunto porque amam tanto seu animalzinho, invariavelmente dizem algo como "Você não faz ideia do amor incondicional que Bemie me dá".

Bem, quer saber?

Não preciso de amor incondicional. Eu preciso de amor condicional. Preciso de alguém que ande sobre duas pernas e formule frases inteiras e que saiba usar ferramentas e me lembre de que foi a segunda vez em uma semana que grito com algum atendente de telemarketing quando não consegui o que queria e que eu deveria refletir sobre isso.  

Preciso ser amada por alguém que possa compreender totalmente que, quando ele me vê trancada do lado de fora do meu apartamento três vezes no mesmo mês, essa pode ser muito bem aquela Coisinha a Meu Respeito Que Nunca Vai Mudar. E ele vai me amar mesmo assim. Não porque é amor incondicional, mas porque ele realmente me conhece e resolveu que pela minha mente fascinante e meu corpo sexy vale a pena talvez perder um vôo ou outro porque esqueci meus documentos em casa. 

Texto extraído de um livro.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desejo para mim.....

Hoje é o dia do meu aniversário e desejo as seguintes coisinhas para mim....

FELICIDADE: ao máximo! 

SERENIDADE: em cada amanhecer!

ÊXITO: em cada fase da vida!

BONS AMIGOS: para todas as horas!

AMOR: que nunca termine!

BOAS LEMBRANÇAS: de tudo o que foi vivido!

UM BONITO HOJE: com muito para agradecer!

UM CAMINHO: que me guie até um grandioso futuro!

SONHOS: se convertendo em realidade!


 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

:)


Felicidade é cara?!?!?
Às vezes...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Bem me quer! Mal me quer!


Linda esta imagem não acham!!! Estou no aeroporto esperando o vôo e a achei em um site.
Claro que a primeira coisa que veio na minha cabeça foi a brincadeira de adolescente, aquela que sempre fazemos quando estamos apaixonados. BEM ME QUER! MAL ME QUER!!
E no final a torcida é sempre pro BEM...

Fica aqui a dica.
Quando acharem uma flor bonita como essa, lembre-se de mim e digam que BEM ME QUEREM...

Boas vibrações a todos e um ano de 2011 cheio de realizações.

Frase para filosofar - Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

E dali anonimato!!!

Eu sou a pessoa que menos utiliza o anonimato na vida!!!! Começa pela internet. Tenho twitter, facebook, orkut e blog. Transparência é meu lema! Tudo bem que vai chegar um dia que vou cansar de ser tão tecnológica, mas enfim. É tão fácil descobrir coisas sobre você neste mundo tecnológico. Basta“googlear”o nome da pessoa procurada e “abracadabra”- aparece alguma coisa. É uma mágica maravilhosa. Pelo menos pra mim que confesso ser bem curiosa.

Investigar na rede está cada vez mais fácil e não ligo das pessoas procurarem saber quem sou. Por isso que meu blog é aberto a todos. No início servia para informar as pessoas como era a vida em Angola, depois passou a ser um muro de lamentações, depois voltou a ser informativo – Curitiba, agora está meio abandonado, mas em breve vai voltar a ser informativo. Meu blog é um circulo... roda, roda, roda e cai na mesma coisa.

Mas voltando. Creio que ser anônimo está cada dia mais difícil, mas tem aqueles que sempre nos instiga!! Pra mim acaba sendo um ato de covardia não se identificar, gostar de ficar no anonimato. Acho difícil gostar de viver uma ilusão, não se mostrar.

Mas... Diz a lenda que daqui uns anos vamos querer 15 minutos de anonimato... Que venha então o futuro.

domingo, 14 de novembro de 2010

Autobiografia!!!

Ontem estive em uma seleção de Portadores de Deficiência para ingressarem na obra e uma das questões da dinâmica feita foi a apresentação, meio uma autobiografia. Falei rapidinho sobre quem eu sou, mas quando cheguei em casa resolvi escrever quem é a Carol e saiu isso.

Acho que devo começar dizendo o óbvio. Meu nome é Carolina Tassinari Mariano, sou filha única e tenho 30 anos. Mas isso não informa muitas coisas sobre mim. Sou jornalista. E amo, do meu jeito, mas amo minha profissão. Já pensei em fazer outras coisas na vida (e várias até fiz), mas escrever e fazer todo o resto que a minha profissão exige me incita, me move, me motiva. Além de jornalista sou pós graduada em marketing e em responsabilidade social.

E foi com a responsabilidade social que vivi fora do país. Ahh... Não posso deixar de citar que também foi com o marketing que participei de vários eventos importantes. Já fiz muitos eventos na minha vida!

Passei no meu primeiro vestibular cedo, aos 17 anos – fisioterapia na PUC. Como assim? Isso mesmo. Cursei fisioterapia por dois anos antes de largar tudo e mudar de área. Antes de mudar de vida, de sair da casa dos meus pais e me aventurar em Santos. Confesso que sempre fui estudiosa, mas vivia com a galera do fundão da sala.

Estudei a vida toda em colégio de freira e meus amigos de infância ainda são meus amigos. Disso tenho orgulho. EU tenho amigos de infância. Também tenho vários amigos que conquistei ao longo do caminho. Amiga de faculdade – Amanda; amiga de Petrobras – Claudia; amiga de Odebrecht – Gabriela; amigos de Angola – Fernanda, Bruno e Gabioc. Enfim... AMIGOS.

Escrevi um texto cientifico que está publicado em livro, coordenei projeto, defendi tese, me entediei, fui parar em Angola. Se essa foi a decisão mais acertada ou mais louca da minha vida até hoje eu não sei.

Vislumbrei minha carreira vendo a pobreza ao vivo. Acho que consegui tirar disso tudo o melhor da experiência. Foi na África que vivi coisas inexplicáveis, sentimentos contundentes, intensos. Confesso que sinto saudades.
Tenho uma família linda. Meus pais estão juntos há 30 anos. Isso é animador quando se vê tantas pessoas infelizes e sozinhas. Meu avô, apesar da idade, continua lindo e seus olhos azuis mostram esperança e amor SEMPRE.

E eu, como em outras vezes, vou reinventando a paixão, o amor. Gosto da vida e te toda essa desorientação que ela gera. Afinal, esta sou eu.

sábado, 9 de outubro de 2010

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Texto de Marina Colasanti.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Free Hugs Campaign....

Um tempo atrás, mais precisamente em um domingo de solidão e questionamento, resolvi caminhar em um parque de Curitiba. Andei, andei e andei. Só parei quando vi uma dupla sorridente com placas de free hugs campaign... Abraços grátis!

Primeiro, quando vi de longe, o que me chamou a atenção foi a alegria daquelas duas garotas. Coisa rara em Curitiba. Todos aqui são bem fechados e sorrir para estranhos é algo bem raro.

Quando vi a placa lembrei que já tinha visto na televisão uma campanha dessa que aconteceu em São Paulo. O humor daquelas pessoas era contagiante. Ri gostoso e me diverti com a reação das pessoas. Inclusive a minha. Eu não sabia se abraçava, se só sorria, se parava. Enfim....

Depois da passagem dessas garotas fiquei pensando. Como existem pessoas que transformam nosso cotidiano corrido. Você já parou para pensar como a gente corre e sempre está atrasado... atrasado para a vida? Tem trabalho demais, prioridades demais, coisas demais. E se amanhã a gente simplesmente não tiver nada. Se a gente morrer. Se a gente não der conta de viver?

Aff... quantas questões pipocam na minha mente. Acho até melhor parar de escrever e abraçar alguém, afinal é grátis.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não achei um título adequado!

Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras... O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca É, a gente ESTÁ...

Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa.

A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos.

A gente trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. A gente resolve se entregar quando é tarde pra descobrir que pra respeitar o nosso próprio tempo, é preciso lembrar e ter o mesmo respeito pelo tempo do outro. E que muitas vezes, pra ser honesto, é preciso correr um risco do qual não queremos. Mas a gente corre.

A vida real, muitas vezes, nos é apresentada pulsante, em carne viva, sem maquiagem. Com as veias todas à mostra. O que pode ser desagradável de se ver ou emocionante como um parto...

O que posso dizer é que existem na vida pessoas sedutoras e seduzíveis por quem nos apaixonaremos "definitivamente" todos os dias e que amaremos "para sempre" hoje!

Sei que os grandes relacionamentos que tive foram os que me renderam as melhores metáforas. Que me despertaram uma vontade constante de ser uma pessoa cada vez melhor e mais inteira. Que me deram colo e não conselho e beijo na boca quando o silêncio ainda era a melhor resposta. Algumas dessas pessoas se foram antes que eu pudesse lhes contar uma história bonita e eu chorei feito menina. Outras ficaram até descobrir que uma caixa de lindt era o melhor presente que eu poderia ganhar no meio de uma noite triste... Outras, ainda, me cobraram respostas demais e eu só sabia que nunca aprendi a nadar porque tenho medo de água (o que por um lado pode ser também resposta para várias outras coisas).

Mas todas essas pessoas me desenvolveram e isso ficou comigo; são minhas porque faziam parte do meu potencial amoroso e elas vieram só pra me conduzir ao melhoramento do meu amor.

Hoje o meu grau de exigência aumentou muito porque aprendi que dar amor não é a mesma coisa que dar carência. Por isso fico sozinha pelo tempo que for necessário para ter novamente essa sensação de "encontro". Abandonei um monte de certezas, recuso sem pudor algumas regras e desrespeito várias vezes as placas de aviso de perigo.

Me divirto muito ou sofro, mas tenho cada vez mais faisquinhas nos olhos por viver as coisas em sua totalidade, sem recusar experiências e aproveitando diversas possibilidades.

Agora, tem um lado muito romântico meu que diz que a "tal pessoa" virá e enroscará uma margaridinha nos meus cabelos, fazendo pousar no meu rosto o sorriso de um beija-flor... ;-) e plagiará Neruda sussurrando ao pé do ouvido: "Quero fazer com você, o que a Primavera fez com as cerejeiras..."

É isso. Pule no tal abismo quando seu coração bater tão forte que só te restará pular. Vc só vai saber se fez a coisa certa, fazendo-a. Só se pode falar do que se conhece e não há como conhecer pela superfície, é preciso tocar verdadeiramente nas coisas e então, se deixar ser tocado por elas. O importante é lembrar que a escolha é sempre nossa e que no momento em que tudo nos foge ao controle é porque chegamos na parte mais importante do aprendizado.

Que o medo não tenha tanto poder sobre nós... E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores -- há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo.


"Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que mereço/ Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada / Porque metade de mim é o que penso / A outra metade é um vulcão." (O.Montenegro)

sábado, 28 de agosto de 2010

Uma ou duas vinas?


Quem disse que é preciso sair do Brasil para aprender outra língua? Em Curitiba existe todo um vocabulário próprio. Em uma das minhas idas ao hospital para internar funcionário a fome bateu. Olhei para os lados, um carrinho de cachorro quente!!! OBA!!!! Adoro!!!
Pedi o cardápio e estava lá – pão, duas vinas, vinagrete, purê de batata. UAI.... VINA?!?! Questionei – Moça!?!?!? Vina quer dizer salsicha?!?! A mulher, bem antipática, típico do povo daqui, disse. SIM. Nem tive coragem de perguntar porque vina. Ela tinha uma cara muito brava.
O tempo passou e eu esqueci de pesquisar porque vina, até que fui jantar com uma amiga curitibana e no cardápio apareceu a maldita VINA. Ai perguntei a ela!!!!
A palavra “vina” em alemão quer dizer VIENA que define um tipo de salsicha consumida pelos alemães. Salsicha, na verdade, é “wurst”, o que formava Wienerwurst, ou seja, Salsicha de Viena. Mas quando outros imigrantes de origem não germânica provaram o prato, e diante da dificuldade em pronunciar a palavra wurst, adotaram a palavra Vina, designando qualquer tipo de salsicha. Só aqui é assim!
Ahhh... fora outras coisas engraçadas- calcinha é elástico de cabelo; piá é um menino; guria uma menina; mimosa é tangerina; polaco é uma pessoa branquinha, loira; azeite é óleo de cozinha; penal é estojo.
Portanto, quando vierem passear por aqui já sabem o significado das gírias mais bizarras da cidade.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Rosa...

Um dia eu ouvi que éramos todos iguais.

No semáforo, voltando do supermercado conheci Rosa. A mocinha tinha nome de flor - me pediu um real para poder "comer" um chocolate quente. Perguntei se ela estava na escola, ela sorriu e disse que gostava de brincar de boneca. Me chamou de tia, eu sorri, ela sorriu de volta. Não tinha blusa, não tinha dinheiro, mas tinha um sorriso do tamanho do mundo. Sorria de linda que era.

Me senti egoísta, medíocre, vazia. Não merecedora dos presentes que a vida me oferece todos os dias e eu desdenho. Me senti inútil!! Composta só de superfície, espaços vazios e nenhuma substância. Meu Deus, o que a gente tem feito da vida (e pela vida!) todos os dias???